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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Rua Morta

    Longa rua distante de subúrbio,
    velha e comprida rua não violada pelos prefeitos,
    passo sobre ti suavemente neste fim de tarde de domingo.

    Sinto-te o coração pulsando oculto sob as areias.
    O sangue circula na copa imensa dos flamboyants.

    Tropeço nos passos perdidos há muito nestas areias,
    onde as pedras não vieram ainda sepultá-los.
    Passos de homens que jamais voltarão.

    Ó velhos chalés de 1830,
    eterniza-se entre as paredes o eco das vozes de invisíveis
                                                                                     [ habitantes.
    Mãos de sombras femininas abrem de leve janelas no oitão.

    Há um cheiro de jasmins e resedás
    que não vem dos jardins abamdonados,
    mas dos cabelos dos fantasmas das moças de outrora.

                                                         Mauro mota

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