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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Nuvens


Pequenas camadas de nuvens
Revestiam o céu...
Por serem finas ou frágeis demais
Eram levadas facilmente
pelo vento

Em pouco tempo
Aquelas finíssimas partículas
Transformaram-se em leves pinceladas
Pintadas sobre tela azul

Junto a elas, aqueles pássaros
Daqui tão pequenos,
De tal cor preta,
Ajudavam a esculpir
Uma bela imagem,

Onde, agora levaram-se as nuvens
Aquelas nuvens de algodão
Que as vezes após a chuva 
Desciam ao chão

Deixavam tudo branco
Parecia escuridão,
Um dia eu consiga
Ticar nas nuvens,

Ou seria melhor
Deixa-las voar
Por entre os mundos
E sim contar
como é viver
Sabendo voar.





quarta-feira, 22 de junho de 2011

Um truque quase brasileiro






Há forças que nos levam a acreditar
Que com palavras bem ditas
Transformam-se vidas, e inocentes inertes
Fingem que isso nada mais é
Que o espelho da nação.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Síndrome de herói




Eu seja tolo
Quem sabe
Quando tento
O impraticável

Arrancar as montanhas
Do deserto do Saara,
Refazer as geleiras
Desfeitas no pólo norte

Atravessar o mundo
Nadando pelo mar
Dar o fim nas armas
E nos fabricantes

Reestruturar a camada de ozônio,
Malograr todos os demônios,
Purificar cada pensamento,
Acabar com o aquecimento

Fazer com que,
Todos se lembrem
O momento em que chegamos aqui
Que era tudo diferente.

A coragem




A coragem nos tira a consciência
Nos transforma
Nos liberta.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Procurem ver

    As pedras do calçamento
    Ainda quentes estavam
    Anunciavam a tarde,
    Após viria a noite

    As grandes poças de água
    Destruia a beleza das casas
    As grandes mansões
    Das familias bem sucedidas

    Mas veja que ninguem notara
    A criança na calçada
    Pedindo doces que ainda não ganhara,
    Ainda pede

    Por qual motivo não vêem?
    não observam coisas tão simples
    Que eu vejo claramente,
     Por que fazem parte da minha vida.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Amor inocente

      Tomo para mim
      O teu cheiro, o teu choro
      Os teus erros
      As tuas malícias

      A tua solidão
      Os teus arrependimentos,
      Teus trágicos pensamentos
      Teus maus momentos

     Só não tenho forças
     Para curar tuas dores inocentes,
     Por isso insisto nos teus problemas,
     Nos teus problemas humanos
  
     Eles são os mais fáceis de enxergar
     Os mais rápidos em nos encontrar
     Os mais barulhentos a matar
     O espelho do ócio

     As tuas dores inocentes
     São aquelas bem conhecidas
     A dos teus amores.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pequenos matos



     Pequenos matos
     Espalhados pelo campo,
     Cresceram aqueles pequenos matos
     Preferi não corta-los

     Aqueles pequenos agasalhos do vento
     Que nos mostravam a direção
     A ser seguida
     Quando perdiamos o coração

     Não mudei o ar açucarado
     Que aqueles pequenos matos
     Haviam me dado
   
     Apenas os deixei descansar
     Agora é açucar e sal,
     E tristeza profunda.

domingo, 5 de junho de 2011

Noite




A noite é uma sombra,
Que se traz no girar do mundo,
A noite é o efeito causado
Pelo sono, pela dormência
Pelo cansaço,

Que venham noites
E com elas o cansaço, a alegria,
O acaso, que cheire a brisa,
Que implore pelo dia.
Que seja como espectro ou
Seja simplesmente noite.

Morada da amizade



A escada, a porta, à direita
A sala, a janela, a varanda
A indústria, o vapor
As palmeiras, o tempo
Saindo assim,
Entrei outro dia.

Dúvida


Com tal verdade
Te digo: Um dia te amarei.